quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Afrodite do século XXI

Concordemos que, as mulheres de hoje em dia já aprenderam a cuidar e respeitar mais seus corações. Nada mais de ilusões que as façam cair em depressão, nem términos de relacionamento que as façam detonar quilos de sorvete de chocolate. Para ser sincera, a mulher atual se valoriza muito mais e ao invés de engordar ao ficar solteira, ela malha 24 horas por dia para ficar muito mais ‘gostosa’ e sentir o sabor da vingança. Além dessa parte estética, a mulher também não se martiriza mais pelos fins inexplicáveis e culpas que não a deixam dormir; ela simplesmente aceita – por mais que leve um tempo – e se recicla por dentro e por fora.
Sim, há exceções. Afrodite é a deusa do amor e da sedução e como boas deusas gregas que somos, não conseguimos resistir a uma mensagem apaixonada de ‘bom dia’ ou uma lingerie nova que aguce o homem. Porém, a nova mulher é mais decidida, escolhe melhor as palavras e sabe o que procura na cama. Aliás, a modernidade vem nos trazendo a bissexualidade como forma de expressão e prazer, sem preconceitos – ou quase isso.
Se ela não estiver confortável com o relacionamento, vai se expressar sem medos. Se não está contente com o sexo, vai demonstrar (sem dúvida!). Quando estiver triste, vai chorar e se alguém a reprimir, vai mandar ‘ir à merda’.  Quando estiver sedenta por sexo, vai procurar algum macho que a satisfaça e não necessariamente vai perguntar nome e telefone antes de levá-lo para cama.
O ‘sexo frágil’ está cada vez mais forte. Isso não quer dizer que aguentamos a solidão, a rejeição, a falta de palavras ou um gesto de carinho. Porém, ao sofrermos, nos tornamos uma cachoeira de lágrimas e intensidades e sentimos um furacão em nossa vida, como se tudo tivesse perdido o senso de direção. Aí tudo passa. Percebemos que a vida é assim, algumas escolhas não dão certo e que ‘o que não nos mata, nos fortalece’.
Ok. É fácil falar, difícil viver. Mas a verdade é que, a Afrodite atual está se permitindo liberdade. Enxergar sempre uma segunda opção. Fazer planos que não incluam nenhuma pessoa e principalmente curtir a melhor companhia que há: ela mesma.

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